18/07/2007

JÁ ACHARAM O CULPADO, EU JÁ ACHEI OS MEUS.

Já se achou o Judas, foi o piloto! Mas como morto não fala nem se defende, quero fazer uma prévia defesa do Piloto. Conforme texto abaixo, nota-se que os controladores queriam fechar o aeroporto em dias de chuva, medida ignorada pela Infraero. Um acidente sem vitímas um dia antes prenunciava um maior, e foi o que aconteceu. Essas aeronaves fazem frenagens sem travamentos de rodas e quando se freia em dias de chuva como ontem tem-se pequenos travamentos corrigidos pelo computador que solta o freio deixando rolar um pouco e freia novamente, a mim me parece que esse foi o motivo da não parada da aeronave no final da pista que é pequena e a aeronave em questão grande e pesada. Pelo que o governador José Serra disse sobre as últimas palavras do piloto, " Vire, vire, vire " foi a última tentativa talvez de dar um cavalo de pau e parar a Airbus sem sucesso.


Mais uma vez meus pesáres para as vitímas e familiares. Aos responsáveis pelo gerenciamento dos aeroportos no Brasil saibam que mesmo que se acuse os pilotos, um acidente aéreo é uma sucessão de erros, o erro do piloto se existiu, foi sua falta de pericia para um momento como aquele, diga-se de passagem quem conseguiu passar por um deste sabe o susto e a sorte que levou é impar na vida, os outros erros são todos de responsabilidade da Infraero, ou seja, do desgoverno que nunca antes neste país toma conta do Brasil. Capacidade, gerenciamento, governança já sabemos que não é o seu forte do governo Lula.


Os responsáveis pelo gerenciamento do tráfego aéreo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pediram o fechamento da pista principal, recentemente reformada, nos dias de chuva -- como na terça-feira, quando ocorreu o maior acidente aéreo da história do país. De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, o pedido dos controladores foi feito um dia antes da tragédia, quando um avião da empresa Pantanal escorregou na pista e acabou parando na grama.

A polêmica reforma na pista principal custou cerca de 20 milhões de reais, mas não incluiu a realização das ranhuras no asfalto para assegurar o escoamento da água e dar mais aderência aos pneus dos aviões. Conhecidas como "grooving" entre os profissionais de aviação, as ranhuras melhorariam bastante as condições da pista. Segundo os controladores de Congonhas, o comando da Força Aérea e a direção da Infraero rejeitou o pedido de fechamento da pista nos dias de chuva.

"Os operadores da torre avisaram que a pista principal deveria ser fechada porque estava sem o 'grooving', mas ninguém no governo quer saber de nada", disse Sérgio Oliveira, presidente da Federação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo. "Foi uma tragédia anunciada", afirmou Carlos Camacho, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Hugo Stringuini, do Sindicato Nacional dos Pilotos da Aviação Civil, disse que é "muito provável" que o avião da TAM tenha derrapado na pista.

Preocupação - Conforme Stringuini, Congonhas precisa ser interditado para vôos com aviões de médio e grande portes. "Agora é questão de segurança pública." Na avaliação dele, a pista não teria sido liberada para uso por associações internacionais de segurança de vôo. "Ocorreram acidentes e incidentes numa seqüência muito próxima de datas. Até mesmo pessoas leigas podem ver que ali não tem mais condições de operar." A Infraero não se pronunciou sobre o que será feito na pista depois do acidente.

A pista principal de Congonhas já havia sido fechada em dias de chuva por ordem da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no ano passado. A drenagem da pista não era eficaz quando a chuva era forte. As ranhuras da pista só deverão ser feitas a partir do dia 25 deste mês -- segundo a Infraero, era necessário esperar o novo pavimento assentar antes de iniciar a obra. Por causa do problema com as chuvas, a Justiça chegou a fechar o aeroporto para grandes aviões no começo deste ano.



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