A mim pareceu que o presidente da Tam tem medo de represálias por parte do governo, da Infraero e da Anac, ao afirmar que Congonhas opera com segurança, mesmo com condições climáticas como a de ontem. O Homem é presidente da maior companhia aérea brasileira, mas não ousou uma única vez atribuir o acidente ao desgoverno do presidente Lula responsável por todos os órgãos e reguladores do sistema aéreo. Entendo que é uma concessão de serviço público e pode ter dias bem ruins se discordar do stato quo, pode cair avião, pode matar pessoas, pode causar o prejuízo que for, mas um pequeno desabafo do presidente da Tam não se ouviu, deve pensar, " Vai que baixa um Chaves e o homem caça a nossa concessão, ou atrapalha o andamento da empresa. Durma com esse barulho.
8/07/2007 - 17h21
Presidente da TAM descarta problemas no avião e diz que Congonhas "é seguro"
Carina Martins em São Paulo
O presidente da TAM, Marco Bologna, repetiu na tarde desta quarta a mesma posição da maior parte das autoridades no caso do acidente com o airbus A-320: pediu as investigações sejam aguardadas e evitou indicar as possíveis causas da tragédia. Mas descartou algumas delas.
Em entrevista coletiva, foi vago sobre a crise aérea e as razões do acidente. Mas incisivo contra especulações sobre possibilidades de negligência da TAM. Ele descartou problemas no airbus e negou "absolutamente" qualquer relação entre o acidente e o tamanho e peso do avião. "A aeronave estava em perfeitas condições de operação", disse.
Bologna afirmou que o A-320 estava homologado e autorizado a operar nas condições do vôo JJ 3054 - ou seja, não era grande demais para a pista de Congonhas e transportava peso dentro do autorizado para um pouso naquele aeroporto, com chuva, em pista sem ranhuras. O presidente da empresa disse ainda que a aeronave estava em dia com as revisões - a última aconteceu há pouco mais de um mês - e que "não há registro de nenhum problema com essa aeronave em nenhum lugar".
Bologna foi assertivo também quando perguntado sobre a segurança do aeroporto mais movimentado do país: "sim, Congonhas é um aeroporto seguro", disse, destacando a diminuição da freqüência das operações no local, que já foi quase duas vezes maior que a atual. No entanto, apesar de dizer que o pouso foi feito em concordância com as condições apresentadas - e repetido mais de duas mil vezes pela empresa desde a inauguração da nova pista - ele evitou uma posição definida sobre a participação da pista molhada no acidente, preferindo esperar as investigações. O presidente da TAM também declarou que qualquer restrição ao aeroporto proposta pelas autoridades será acatada pela empresa.
Para ele, o fato de a pista reformada ter sido entregue sem o grooving - ranhuras que aumentam a aderência do piso - não é necessariamente relevante, já que os cálculos das operações são feitos levando em conta esse fator. "Quando um aeroporto que não tem grooving está aberto, pressupõe-se que a lâmina de água esteja menor que três milímetros", disse. A medição da água, no entanto, não é feita pela empresa, e sim pela Infraero. Além do mais, existe um intervalo entre a comunicação da medida e uma possível variação causada pela mudança de intensidade da chuva - embora o vice-presidente de operações da TAM, Alberto Fajerman, negue que tenha havido essa variação. "O grooving faz diferença, mas para aumentar o peso", diz Fajerman.
Crise aérea
Sobre a crise aérea nacional, Bologna evitou qualquer declaração definitiva. Ele diz que é parte de uma questão mais ampla, que envolve o crescimento econômico e alguns problemas de infra-estrutura, e que já estão sendo tratadas pelas duas CPIs existentes. O vice-presidente de planejamento da TAM, Paulo C. Branco, defendeu a abertura de um terceiro aeroporto em São Paulo em um prazo de cinco anos, além da ampliação do aeroporto de Viracopos e Cumbica como forma de desafogar as operações.
Em entrevista coletiva, foi vago sobre a crise aérea e as razões do acidente. Mas incisivo contra especulações sobre possibilidades de negligência da TAM. Ele descartou problemas no airbus e negou "absolutamente" qualquer relação entre o acidente e o tamanho e peso do avião. "A aeronave estava em perfeitas condições de operação", disse.
Bologna afirmou que o A-320 estava homologado e autorizado a operar nas condições do vôo JJ 3054 - ou seja, não era grande demais para a pista de Congonhas e transportava peso dentro do autorizado para um pouso naquele aeroporto, com chuva, em pista sem ranhuras. O presidente da empresa disse ainda que a aeronave estava em dia com as revisões - a última aconteceu há pouco mais de um mês - e que "não há registro de nenhum problema com essa aeronave em nenhum lugar".
Bologna foi assertivo também quando perguntado sobre a segurança do aeroporto mais movimentado do país: "sim, Congonhas é um aeroporto seguro", disse, destacando a diminuição da freqüência das operações no local, que já foi quase duas vezes maior que a atual. No entanto, apesar de dizer que o pouso foi feito em concordância com as condições apresentadas - e repetido mais de duas mil vezes pela empresa desde a inauguração da nova pista - ele evitou uma posição definida sobre a participação da pista molhada no acidente, preferindo esperar as investigações. O presidente da TAM também declarou que qualquer restrição ao aeroporto proposta pelas autoridades será acatada pela empresa.
Para ele, o fato de a pista reformada ter sido entregue sem o grooving - ranhuras que aumentam a aderência do piso - não é necessariamente relevante, já que os cálculos das operações são feitos levando em conta esse fator. "Quando um aeroporto que não tem grooving está aberto, pressupõe-se que a lâmina de água esteja menor que três milímetros", disse. A medição da água, no entanto, não é feita pela empresa, e sim pela Infraero. Além do mais, existe um intervalo entre a comunicação da medida e uma possível variação causada pela mudança de intensidade da chuva - embora o vice-presidente de operações da TAM, Alberto Fajerman, negue que tenha havido essa variação. "O grooving faz diferença, mas para aumentar o peso", diz Fajerman.
Crise aérea
Sobre a crise aérea nacional, Bologna evitou qualquer declaração definitiva. Ele diz que é parte de uma questão mais ampla, que envolve o crescimento econômico e alguns problemas de infra-estrutura, e que já estão sendo tratadas pelas duas CPIs existentes. O vice-presidente de planejamento da TAM, Paulo C. Branco, defendeu a abertura de um terceiro aeroporto em São Paulo em um prazo de cinco anos, além da ampliação do aeroporto de Viracopos e Cumbica como forma de desafogar as operações.
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