Antonio Ribeiro direto de Paris, eu nem comento, não há o que dizer, só o que pensar.
TRAGÉDIA EM CONGONHAS
Diferença de responsabilidade, dignidade e coragem

TRAGÉDIA EM CONGONHAS
Diferença de responsabilidade, dignidade e coragem
Às 9h30 de ontem, 23 de Julho, um acidente com um ônibus que transportava 50 peregrinos polonesês matou 26 e deixou 14 feridos graves, a 80 km da cidade de Grenoble, no sul da França. O ônibus rodava a 70 km numa estrada proibida aos transportes coletivos e caminhões com mais de 8 toneladas e que não são equipados com um triplo sistema de freios. No fim da descida de Laffrey --- 8 km de extensão e 12 graus de declive ---, os freios falharam, o motorista gritou para avisar os passageiros, o ônibus não conseguiu fazer uma curva de 90 graus, rompeu uma barreira e ao cair as margens do rio Romanche, pegou fogo. A proibição de circulação na chamada “Estrada Napoleão” --- onde passam as tropas do imperador francês na campanha da Itália --- deriva da morte de 88 passageiros em três acidentes anteriores, um na década de 40 e dois outros, em 1973 e 1975.
Em pouco mais de uma hora depois do acidente, em um domingo, o primeiro-ministro francês que estava a 700 km de distancia, já estava no local. O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, voou para Grenoble onde foi recebido por Nicolas Sarkozy, o presidente da França, e dois ministros, Jean-Louis Borloo, dos Transportes e Michèlle Alliot-Marie, do Interior. Do aeroporto, eles rumaram para o local do acidente e depois de uma inspeção rápida, foram ao Hospital de La Tronche para visitar os feridos. Durante todo o dia, o primeiro-ministro da Polônia, Jaroslaw Kaczynski coordenou a assistência aos parentes das vítimas, todas de anciãos que foram visitar os santuários de Fátima, Lourdes e Notre-Dame-de-la-Salette. O governo polonês fretou um avião para levar os parentes e amigos das vitimas à França.
A procuradoria da República francesa abriu um inquérito de homicídio involuntário --- havia 11 placas na estrada com o aviso da interdição de circulação para coletivos. Nicolas Sarkozy declarou que irá seguir de perto as investigações. “Essa catástrofe não ficará sem conseqüências”, disse ele. Sarkozy determinou um recenseamento dos “pontos negros” da malha rodoviária francesa e reforço nos controles técnicos dos veículos coletivos.
O presidente Lula que manteve distancia vergonhosa dos familiares das vítimas da tragédia do A320 em Congonhas e tomou um chá de sumiço durante três dias, cancelou na semana passada uma visita a Porto Alegre para lançamento do PAC. Ele vai continuar longe da capital, de onde partiu o vôo JJ 3054 da TAM. Os assessores do presidente temem que Lula possa sofrer constrangimento com manifestações dos parentes das vitimas, em sua ampla maioria, de gaúchos. Em contrapartida, o presidente inicia uma visita a quatro capitais do Nordeste, região onde sua popularidade é alta.
Passa da hora de evitar a estultice que tenta persuadir que a diferença entre o Brasil e países mais industrializados resume-se a uma questão de recursos financeiros. Assim como a corrupção e o crime, políticos e governantes agem como bem entendem onde existe margem para isso. Do caso do mensalão a tragédia do A320 da TAM este espaço tornou cada dia mais amplo e mais parecido com a fazenda do Lula, onde nada se faz sem a anuência do patrão. O Brasil, seria prudente não esquecer, pertence aos brasileiros.
Em pouco mais de uma hora depois do acidente, em um domingo, o primeiro-ministro francês que estava a 700 km de distancia, já estava no local. O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, voou para Grenoble onde foi recebido por Nicolas Sarkozy, o presidente da França, e dois ministros, Jean-Louis Borloo, dos Transportes e Michèlle Alliot-Marie, do Interior. Do aeroporto, eles rumaram para o local do acidente e depois de uma inspeção rápida, foram ao Hospital de La Tronche para visitar os feridos. Durante todo o dia, o primeiro-ministro da Polônia, Jaroslaw Kaczynski coordenou a assistência aos parentes das vítimas, todas de anciãos que foram visitar os santuários de Fátima, Lourdes e Notre-Dame-de-la-Salette. O governo polonês fretou um avião para levar os parentes e amigos das vitimas à França.
A procuradoria da República francesa abriu um inquérito de homicídio involuntário --- havia 11 placas na estrada com o aviso da interdição de circulação para coletivos. Nicolas Sarkozy declarou que irá seguir de perto as investigações. “Essa catástrofe não ficará sem conseqüências”, disse ele. Sarkozy determinou um recenseamento dos “pontos negros” da malha rodoviária francesa e reforço nos controles técnicos dos veículos coletivos.
O presidente Lula que manteve distancia vergonhosa dos familiares das vítimas da tragédia do A320 em Congonhas e tomou um chá de sumiço durante três dias, cancelou na semana passada uma visita a Porto Alegre para lançamento do PAC. Ele vai continuar longe da capital, de onde partiu o vôo JJ 3054 da TAM. Os assessores do presidente temem que Lula possa sofrer constrangimento com manifestações dos parentes das vitimas, em sua ampla maioria, de gaúchos. Em contrapartida, o presidente inicia uma visita a quatro capitais do Nordeste, região onde sua popularidade é alta.
Passa da hora de evitar a estultice que tenta persuadir que a diferença entre o Brasil e países mais industrializados resume-se a uma questão de recursos financeiros. Assim como a corrupção e o crime, políticos e governantes agem como bem entendem onde existe margem para isso. Do caso do mensalão a tragédia do A320 da TAM este espaço tornou cada dia mais amplo e mais parecido com a fazenda do Lula, onde nada se faz sem a anuência do patrão. O Brasil, seria prudente não esquecer, pertence aos brasileiros.
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